2010 enganjado e ressignificado ICH, sem termos executado prioritariamente o nosso maior foco de ação a partir da transmissão audiovisual pela internet fora dinamizado formação de laços e comunicação a partir de e-mails, chats, skype, blog e relações pessoais e humanas a exemplo do intercâmbio Empoderamento de Redes Sociais Para Política Pública de 02 a 17 de Agosto em Maputo/Moçambique intermediado pela Rede Ivoz representada por André Gustavo e colaboradores do projeto no país africano. Agradecemos aos parceiros e parceiras do lado de lá dessa coletiva rota.
O histórico programa InterConexões Humanas realizado 27/11 em São Paulo a conexão estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ), fomentou a aproximação e diálogo com 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável numa interlocução dinâmica, ordenada e participativa. O Teor dos diálogos transitaram pelas temáticas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente, Colaboração e um Sarau, qual mobilizou ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas e tangíveis propostas pela ação.
A ativação metodológica visam sempre o mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários, a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.
De acordo com os preceitos praticados, segue rica colaboração do nosso respeitado parceiro, fotógrafo e pensador da rede Interconexões Humanas, Zito Bila:

IRMANDADE – Consolidando o Movimento Hip-Hop
Prometido é devido, Ai Vai:
Surgiu em Outobro de 2010 um movimento pró Hip Hop novo, que se dedica a promoção de Grupos de MC’s e Produtores, de Graffiteiros/Desenhadores e da Cultura Hip-Hop em geral. Chamam ao colectivo IRMANDADE – Consolidando O Movimento Hip Hop, constituido por grupos de Rapper’s Residentes no Bairro Central (BC Hood para os Rappers e aficionados) aqui da capital Maputo, nomeadamente das clicks Alizé, Bairro Negro e Mhuiyve Records e Coordenado por elementos dos três grupos: Os MC’s Shackal (Alizé), Stinky Soldier (Bairro Negro) e Tira-Teimas (Mhuiyve Records).
O nome IRMANDADE existe há pelo menos quatro anos, mas era apenas um grupo de amigos que comungava dos mesmos de ideais de paz, de fraternidade, de busca de conhecimento, de re-educação cívica e moral atraves da música RAP, sem descurar da boa e natural crítica politico-social (que caracteriza o Hip-Hop Underground desde sua gênese).
No entanto a tripla viu a necessidade de encetar outras actividades como membros activos da Sociedade Civil, que não fossem exclusivamente a produção e gravação de músicas, bem como a participação periódica nos poucos shows de Hip-Hop que se realizam na Capital. Imbuídos de um humanismo e por meios próprios, estes rapazes provaram uma vez mais serem capazes, mais ainda, quando os apoios e parceiros são poucos, e não tem muito interesse em promover o RAP crítico-educativo, alegando que ataca as elites governativas, ultimamente empresariais.
No entanto posso afirmar convictamente que os membros do colectivo criticam positivamente, até porque anseiam por mudança e desenvolvimento sócio-económico num Moçambique cada vez mais ‘’globalizado’’, com tendência a aumentar os níveis de exclusão social. ‘’Reppa-se’’ sobre se apostar na educação, na manutenção e divulgação de valores culturais locais, sobre a necessidade de se combater a corrupção, sobre a criminalidade que tende a aumentar, sobre o desemprego, e ainda se apresenta algumas ideias de como colmatar alguns dos problemas que afectam nosso povo.
Desde o dia 24 de Outubro, estes camaradas tem organizado e produzido, com o suporte na realização e na fotografia de Zito Bila, e de Face Oculta, uma série de espectáculos denominados Shows Beneficientes da Irmandade, que visam a angariação de doações individuais e institucionais, ou seja, em que cada espectador/participante traga um artigo de roupa ou de comida não perecível para assitir ao show, e ao mesmo tempo promove-se os MC’s e demais fazedores da cultura Hip-Hop da Periferia (de Magoanine, de Inhagoia, da Mafalala, da grande Matola, do Patrice Lumumba, da Polana Caniço, do Bairro do Aeroporto, Georg Dimitrov, etc, ) que não tem espaço para actuar no centro da Cidade.
Vejam e divulguem o material fotográfico de alguns (e os mais ‘’notáveis’’) participantes, juntamente com os respectivos perfis artísticos. Já se realizaram seis edições do evento. Um holler especial ao graffiteiro/Beatbox Fig de la Virgem e ao Tira-Teimas. Os manos Participaram na interconexão Moçambique-Brasil- Angola de 27 de Novembro útimo, e pretendem manter o contacto para exposição de seus trabalhos. Faço menção honrosa aos dois, porque dos muitos convidados a participar no CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique) na sessão on-line do referido dia, apenas eles honraram a agenda dos trabalhos, e infelizmente ainda houve muita gente fazendo fé de que tal INTERCONEXÃO não se realizaria, o que acabou por desanimar alguns convidados. Tal pensamento, ainda que negativista, só nos estimulou a continuar e ainda que com uma exiguidade e deficit de material o encontro correu maravilhosamente.
Aproveito para agradecer mais uma vez à disponibilidade e apoio do CCBM que foi condiçao sine qua non para a realização da conferência tripartida Moçambique-Brasil- Angola. Um muito obrigado também a todo pessoal que trabalha no CCBM e que facilitou nossa estada lá. Parabéns e Kanimambo Ivoz (Instituto Voz) por uma inerconexão Humana que vale a pena expandir e perpetuar.
RAP = Ritmo, Arte & Paz
Agradecimentos Especiais: Iveth Marlene, Delfina Dança, Zito Bila, Helder Leonel, Leonildo Banze Dingzwayu e S’Gee Salvador Nkamate, Simba Sitoi e de Angola Simão Hossi
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